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Importância do diploma

Temos várias discussões sobre esse assunto que sempre será polêmico.

Bem, eu sempre falo que o diploma não é importante e vem logo uma enxurrada de respostas, pessoas que concordam outras que discordam então a discussão pega fogo e no final como sempre nada é decidido.

Discussões deste tipo nunca levam a nada, isso sabemos. Mas para não ficar uma imagem que o Handerson é contra as faculdades do mundo bla bla, que normalmente essas pessoas que discordam e não tem argumentos para debater acabam me acusando e gerando essa imagem, venho então tentar ser mais claro sobre essa opinião que tenho e é minha. A idéia do post é apenas tentar expor com mais clareza o que eu acho realmente.

Vamos primeiro entender porque eu acho que um profissional deve ter uma faculdade, afinal eu estou cursando (Ciências da Computação), só tranquei porque minha empresa está consumindo muito meu tempo, mas em breve vou voltar.

Então vamos aos pontos positivos que acho mais importante na faculdade:

1. Network com professores.

Durante toda a sua formação você com certeza irá passar por vários tipos de professores, os bons, os ruins, mas sempre terá um professor que irá agregar algum valor para você.

Eu já tive a honra de ter aula e trabalhar na mesma empresa e no mesmo projeto de igual para igual com alguns professores que estudei.

2. Troca de conhecimentos e amizades;

Com o passar dos semestres você vai conhecendo vários tipos de perfis de alunos, alguns você já saca de cara que estão lá apenas para agradar o pai ou achando que TI da muita grana ;) , outros que pasmem, odeiam programar e por ai vai.

O que importa são aqueles que realmente querem algo, aqueles que você irá compartilhar conhecimento, ira discutir idéias, debater etc.

E claro temos aqueles que acabam virando nossos amigos.

3. Matérias interessantes;

Sim temos sim matérias interessantes, cadeiras de compiladores, computação gráfica (eu adorei mesmo) e várias outras.

Agora sendo bem sincero e depois de muito tempo no mercado e faltando apenas dois semestres (caso eu faça claro) para a minha formatura fico triste em dizer que: -Não usei nem 40% do que eu vi na faculdade e ainda acho que foi muito.

E olha que já fiz várias cadeiras relacionadas diretamente com a minha área que é desenvolvimento e arquitetura.

Eu já trabalhei em vários tipos de projetos, projetos de métricas, intranets, pontos eletrônicos, financeiros, contábil, seguradoras, ERPs variados, móbile, jogos etc e não lembro de nada útil que vi na faculdade que utilizei nos projetos.

Agora claro, a base estava sim na grade da faculdade, mas eu pergunto, poxa me dedicar como me dediquei na faculdade para aprender a base ?

De quem é a culpa ?

Da faculdade ?

Acho que nem tanto, pois os professores dela são praticamente os mesmos das outras.

Da grade ?

Acho que em partes. Pois a grade de TI ainda esta um pouco defasada principalmente na parte de gerencia e analise de sistema. Mesmo que tendo alguns professores que buscam se atualizar mais do que os outros.

Mas o bacana que algumas como a minha, me propiciou a ter alguns mini-cursos bem focados no que eu queria, assim como algumas palestras e isso foi bom pra mim, mas a grade em si eu ainda acho que deixa a desejar.

Mas não podemos querer que a grade se adapte ao mercado correto ? Então acho que ficamos no empate aqui.

4. Instigar o conhecimento;

Uma coisa que gosto na faculdade é que ela é muito diferente de um colégio, pois as aulas são mais “pesadas”. Na aula “comum” o professor normalmente já te dá tudo “mastigado” para poder estudar, já na faculdade isso é muito raro, o professor às vezes passa os tópicos e dar a explicação dele normalmente, mas se o conteúdo que ele está passando necessitar de conhecimentos por exemplo em uma linguagem que você nunca viu, problema seu ;) .

Isso é muito bom, pois vai me obrigar a estudar aquela nova linguagem, eu realmente adoro isso. Alguns “alunos” não percebem como isso é bom e ficam reclamando, mas paciência.

Mas será que eu poderia ter essa sede sem precisar freqüentar uma faculdade ?

Claro que sim, eu lembro que uma vez fui tentar entender como o Quake foi feito, pegando e lendo todo o seu código, que foi feito em C e C++ (se não me falhe a memória), detalhe tinha entre 14 e 15 anos.

Então cada um é cada um correto, tem gente que já vem de muito tempo a vontade de trabalhar na área de TI, essa paixão pelo seu trabalho, esse dom/vocação, já outros vão aprendendo a ter essa vontade com o tempo.

Mas acho que a faculdade exercita isso de uma maneira mais acadêmica e dependo do ponto de vista pode ser bom ou ruim. Eu gosto.

5. Trabalho em equipe;

Acho que esse é um dos principais pontos positivos de se fazer uma faculdade. Trabalhar em equipe sempre é bom para estimular seu lado social e de companheirismo, sem falar que ainda pode estimular para alguns o lado “líder de ser” ;) .

Participar de um bom trabalho de faculdade onde envolva vários colegas é muito bacana, pena que às vezes aparece àquele cara que só quer colocar o nome, mas é outro assunto.

Agora podemos ter esse trabalho em equipe sem fazer a faculdade ?

Sim podemos, não é a mesma coisa, mas podemos sim, com projetos open sources etc. Mas acreditem não é a mesma coisa do trabalho da faculdade.

6. Conhecimento;

É claro que iremos absorver algum conhecimento na faculdade. Mas claro que se soubermos aproveitar bem as aulas e claro a faculdade. Conheço vários que passam de ano utilizando meios não muito aconselháveis (pescas etc) .

A moleza acabou

Bem até agora só falei coisas boas sobre a faculdade. Resolvi fazer esses parágrafos para aqueles que não entendem ou não querem entender que eu não sou contra fazer faculdade, então eu estou agora falando, façam faculdade ;) é muito bacana.

Mas agora vamos ao assunto que eu realmente quero falar e é o precursor disso tudo.

Diploma é importante ou não ?

Primeiro de cara posso responder que sim, você deve fazer faculdade e ter um diploma.

Mas ele não terá a importância que você acha que ele tem.

Faculdade nunca foi e nunca vai ser um meio que irá garantir que aquele aluno realmente é competente ou é um bom profissional.

Sim, temos faculdades que o aluno realmente tem que saber muito para passar, mas o mérito não é da faculdade e sim do aluno, já não entra na nossa discussão ou entra dependendo do ponto de vista.

O problema é que existem pessoas que se escondem atrás de um diploma, achando que são os “mestres do universo” e isso ao meu ver é completamente imbecil desnecessário e sem noção.

Conheço vários profissionais formados e mestres que realmente não são esses super mestres do universo, são profissionais que se esconderam atrás de seus canudos e ali ficaram mortos e inertes e totalmente desatualizados. Pessoas que não tem a capacidade de “aprender” e pesquisar, simplesmente porque se acomodaram ou confiam no canudo de papel.

Um exemplo é um mestre que conheço que é desenvolvedor e não sabe desenvolver, não sabe criar um algoritmo, e não importa a linguagem, se vê na frente de um problema e não sabe como resolvê-lo pelo simples fato da incompetência.

E temos um estagiário que resolveu o problema.

E com certeza você deve ter aquele colega formado que não sabe NADA. Eu mesmo poderia passar dias citando situações com esses caras.

Então pergunto, o diploma não era para garantir que esse profissional soubesse resolver pelo menos problemas básicos ou problemas que a faculdade (curso) dele tem por objetivo ?

É culpa é da faculdade ? Ah me poupe, sempre é culpa do professor quando o aluno não sabe.

Eu tenho o seguinte pensamento:

Por pior que a faculdade seja, é obrigação do aluno estudar e se informar, ele não deve depender da faculdade para adquirir conhecimento.

Emprego

Estou agora ocupando dois lados do “balcão” o de empregador e o de empregado. Como empregado tenho alguns anos de experiência e SEMPRE vi algo que me deixava confuso, principalmente no início de minha carreira.

Sempre via profissionais que não eram formados disputando de igual para igual com vários profissionais formados e isso me intrigava, pois eu tinha o pensamento retrógado de que se o cara é formado ele é um Deus e só outro Deus poderia matá-lo.

E eu via um moleque (mas do que eu) “detonar” um cara formado e ficava me perguntado como ?

O que quero dizer é que o diploma não vai garantir nada, sempre vamos ter profissionais formados excelentes assim como profissionais formados péssimos. Achar que “ganhando” o diploma você é um Deus é no mínimo um pensamento imbecil.

Como empregador, com certeza vou dar prioridade para o profissional que seja safo, não importando se ele é formado ou não, não me interessa se você é Dr. e formado em Boston, quero saber se você é safo, se você aprende rápido, se consegue diante de um problema buscar a solução mais adequada para ele e da maneira mais simples e pragmática e tudo isso mantendo a qualidade, se tiver isso você está dentro.

Chegar pra mim e já ir mostrando certificações e diplomas não vai me impressionar, só vai me dizer que você passou muito tempo decorando testes killers para fazer as certificações e que passou muito tempo ou parte dele fora do mercado para concluir seus diplomas.

O profissional que se esconde atrás de um diploma para garantir seu emprego, para mim é deprimente e humilhante, mas cada um sabe viver como quer.

Discussões

Esse assunto por ser polêmico gera várias discussões e o que me faz odiar em participar de algumas delas é o simples fato que os argumentos são sempre os mesmos e são sempre argumentos fracos.

“Você gostaria de ser operado por um médico que não seja formado ?”

Primeiro esse argumento é um dos mais utilizados e a meu ver o mais sem fundamento, vamos alguns fatos.

Ser formado ou não, em momento algum vai garantir que isso ou isso não aconteça. Então já mata de cara.

Outra é que a nossa área é um pouco diferente das áreas de saúde não concorda ?

E dizer que podemos fazer um sistema que vai cuidar da vida de uma pessoa é um argumento ridículo, e mesmo que seja válido o que irá garantir que o diploma irá fazer com o que você faça um sistema perfeito ? Por favor.

Então o cara vai e fala algo como o que cito abaixo:

“Tu confia em um médico sem CRM ?”

Esse argumento é puts, sem palavras. Primeiro estamos vendo que além do diploma o cara confia em um conselho.

Pois bem, o médico comete um erro e amputa a minha perna, legal vou no CRM e ele irá me da uma perna nova ?

Ah mas vou ter justiça, ele irá ser preso ou não irá mais exercer a função de médico, bacana, mas sabe, eu queira mesmo era a minha perna.

Nenhum diploma ou conselho irá garantir que não haverá falhas e se houverem não tem como voltar no tempo.

Bem e por ai vai, observe que em qualquer discussão sobre o assunto esses caras normalmente não tem argumentos válidos para defender a sua idéia que se você tem um diploma você é um Deus e eu repito não é.

Então o cara normalmente tenta deturpar o que você comentou, dizendo que você não acha o diploma importante, que ele não vale nada etc.

Para eles vou repetir se é que não ficou claro.

Diploma é importante sim, mas NUNCA vai definir se o profissional tem um bom conhecimento e é competente. Isso o diploma NUNCA vai dizer.

Por esse simples motivo eu digo que o diploma não é tão importante assim, mas você precisa ter, para satisfazer algumas empresas da sociedade, mas NUNCA confie que ele irá medir a sua capacidade.

Conclusão

Fazer uma faculdade é muito importante pelos motivos que eu passei e outros que temos por ai. Eu realmente indico que você faça uma e aproveite cada aula e cada momento dela.

Agora não ache que fazer uma faculdade ou possuir um diploma irá te fazer um profissional competente ou um super profissional, pois NÃO VAI.

Não ache que um diploma irá decidir seu futuro e isso não quer dizer que você não deve ter um diploma.

Mas observe que as empresas estão mudando, as áreas mais interessantes a meu ver vem de empresas inovadoras, onde temos vários desafios interessantes e elas não querem saber do seu diploma, elas querem um profissional BOM e não um canudo e o canudo não define se um profissional é bom, quem achar isso é um imbecil uma pessoa mal informada.

Quando eu me formar (se Deus e o tempo deixar rsrsr) vou guardar meu diploma como uma lembrança dos amigos que fiz e dos momentos divertidos que vivi na faculdade e não vou usá-lo para justificar o meu salário como alguns o fazem, pois o que irá justificar meu salário é a minha capacidade e competência do bom profissional que procuro ser e isso o diploma não pode provar e nem me ajudar e é com isso que venho sustentando meus filhos e a mim.

Então para finalizar, parem de ficar dizendo que acho a faculdade inútil, parem de usar argumentos idiotas e parem de se esconderem atrás dos seus diplomas e sejam profissionais de verdade e não papeis enrolados.

Por que os gerentes teimam em se meterem no desenvolvimento ?

Isso é uma pergunta acho que freqüente que vários desenvolvedores fazem.

Por que ? O que motiva um gerente de projetos a se meter a nível de código e soluções no projeto ?

Antes de continuar vamos entender para que “serve” um gerente de projetos, vejamos o seguinte trecho abaixo retirado do Wiki:

Um gerente de projetos é um profissional no campo de gerência de projetos que tem a responsabilidade de planejar e controlar a execução de projetos em diversas áreas de atuação, como a construção civil, arquitetura e desenvolvimento de software, entre outras áreas. É o profissional responsável pela condução do projeto e deve contar com o respaldo de patrocinadores (sponsors, segundo a nomenclatura PMI), normalmente indivíduos que estejam fora do projeto a ser executado.

E ainda temos:

O gerente e sua equipe de projetos planejam e coordenam o desenvolvimento do projeto colhendo métricas, suprindo necessidades, recrutando recursos adequados e mantendo o foco na meta de projeto, além de:

O Milfont fez um post relacionado a esse assunto e o Akita tem um semelhante.

Entendendo o papel de um gerente.

Um gerente é um profissional responsável em lidar com pessoas, ele será a ponte entre a equipe e a diretoria.

Computador lento, cadeira quebrada, prazo do projeto, manter a motivação da equipe, ajudar individualmente cada membro da equipe com qualquer problema que atinja de uma certa forma o projeto, conflitos internos etc, essas são algumas de suas atividades e responsabilidades

Agora eu pergunto novamente.

Por que alguns gerentes teimam em se meter nos projetos a nível técnico ? Ou melhor, por que é “prejudicial” para a equipe o gerente fazer isso ?

Bem, nos já sabemos quais as responsabilidades de um gerente, mas sabemos também que existem gerentes que um dia já foram desenvolvedores e normalmente esses gerentes não sabem mais programar na maioria dos casos.

O gerente não precisa saber informações técnicas, a única preocupação dele é com o projeto como um todo, data de entrega, motivação da equipe etc. E não qual framework a equipe irá utilizar ou o código do desenvolvedor, isso diga-se de passagem, é responsabilidade do líder do projeto, normalmente conhecido por: Líder técnico.

O problema

Quando um gerente tenta se meter na solução proposta de um desenvolvedor eu só vejo um único motivo justo para isso: “O gerente tem a preocupação de que essa solução possa atrasar o projeto ou prejudicar o desenvolvimento do projeto por algum motivo.”

Mas infelizmente não é por isso. O gerente está fazendo porque ele não confia na equipe dele, simples. Isso pode causar um mal estar na equipe e principalmente desmotivação.

Outro problema é quando o gerente se mete a nível de código.

Eu acho que cada um tem um papel dentro da equipe em um projeto e com certeza codificar, escolher soluções, não é um atributo que o gerente deveria se meter. Quem deve decidir isso é a equipe, onde baseado nos conhecimentos dos integrantes eles trilharam o melhor caminho para o desenvolvimento.

Lembro de certa vez que quis utilizar um determinado framework em um projeto. O problema não foi tanto a escolha do framework e sim da maneira que ele estava implementado por mim, pois fiz de uma maneira não muito convencional ao “padrão” deste framework, mas que, comparado ao tradicional dava MUITO mais produtividade e funcionaria da mesma forma.

Foi quando o gerente não quis aceitar essa implementação, alegando que o cliente poderia achar ruim(O_o) e que não era o “padrão de mercado”.

Primeiro pronto: Quem é o desenvolvedor ? Quem vai trabalhar dia a dia no projeto ? Com certeza não será ele, normalmente um gerente não gerencia apenas um único projeto. Então porque ele tinha que se meter na implementação ou solução tecnológica do projeto ?

Segundo ponto: Todos os dias tentamos de várias formas sermos mais produtivos e criar soluções para cada tipo de projeto, onde cada um resolve um problema específico onde irá agregar mais valor ao projeto, então o que é esse “padrão de mercado” ? Por que sou obrigado a ficar preso nele ?

Pra mim isso é medo de mudanças e não confiar na equipe, lembram do:  “estar sempre alerta, mas não avesso a mudanças” ?

Pois é, quando o gerente se mete onde não é da sua alçada acaba acontecendo esse tipo de problema.

O projeto foi entregue em dia (4 dias antes para ser mais exato), mas COM CERTEZA não foi por mérito do gerente, e sim da EQUIPE. Equipe essa que as vezes ignorava muita coisa que o gerente falava, mas não o suficiente. Esse projeto poderia ter sido entregue até bem antes do prazo se o mesmo não tivesse se metido nas soluções e códigos da equipe.

Outro exemplo é quando temos em um projeto um determinado problema e como todo bom desenvolvedor iremos pesquisar a melhor solução para aquele problema. É ai onde o gerente metido a desenvolvedor se mete mais uma vez, não deixando que o desenvolvedor aplique aquela solução.

Isso é totalmente prejudicial, isso além de desmotivar o desenvolvedor acaba de uma certa forma “atrofiando” o mesmo, pois ele não se sente apto a aplicar alguma solução, pois o mesmo sempre é barrado pelo gerente.

Ele deve confiar na equipe dele e não desconfiar da capacidade dela, ele deve instigar a equipe a ser mais dinâmica e ser de uma certa forma auto gerenciável.

Motivos

Medo de mudanças, saudades do tempo de programador, falta de confiança na equipe ?

Bem, não sei ao certo, mas com certeza na maioria dos casos é a plena falta de confiança na equipe.

Se o gerente não confiar na equipe dele, ele se acha no direito de saber de TUDO que está acontecendo no projeto para se poupar de eventuais problemas futuros ou atrasos.

Outro ponto é a vontade de ter o poder, de sentir que está no controle e que todos dependem dele para executar alguma tarefa.

Gerente não é desenvolvedor

O gerente tem que ter em mente que ele não é mais desenvolvedor, ele está em outra área agora, isso não lhe pertence mais.

Nada de tentar decidir qual melhor framework para o projeto, nada de tentar saber com detalhes a nível de código porque aquela funcionalidade não está pronta ou fazer com que o desenvolvedor explique com detalhes os problemas técnicos na reunião diária.

Ai você pode falar: “Mas se deixarmos cada desenvolvedor colocar todas as possíveis soluções no projeto, ele pode ser sim prejudicado e o seu desenvolvimento e manutenção sofreram sérios problemas”.

Sim isso é uma verdade, mas o problema ainda não é do gerente, é da equipe.

Se a equipe não é uma equipe madura, nem o melhor gerente do planeta irá resolver esse problema e o projeto cairá em desastre com ou sem a sua intromissão.

A equipe deve se comunicar bastante e conversar sobre qualquer nova implementação ou solução, devem discutir e nesse ponto o gerente não precisa entrar ou muito menos se meter no sentido de decidir algo, ele pode sim dar alguns palpites baseado em sua experiência, mas NUNCA decidir alguma coisa, isso fica para a EQUIPE.

As pessoas custam a entender que os membros MAIS IMPORTANTES dentro de um projeto não são os Analistas e definitivamente não é o gerente, são os  DESENVOLVEDORES.

São eles que farão a funcionalidade que o cliente tanto quer, são eles que iram procurar e implementar a melhor solução para aquele problema, onde a solução irá prover qualidade e produtividade no desenvolvimento.

Não tem na prática como o gerente saber o que é ou não é mais produtivo pelo simples fato de que: ELE NÃO ESTÁ NO DIA A DIA DO DESENVOLVIMENTO.

Para ser um gerente não necessariamente ele precisa ser o técnico mais experiente ou conhecer a tecnologia que o projeto irá utilizar, basta que ele cumpra com suas responsabilidades de gestão e que não interfira no processo de desenvolvimento do software.

O profissional tem que decidir se ele quer entrar na área de gestão ou continuar na área técnica, fazer as duas juntas NUNCA vai funcionar.

Conseqüências

Nas metodologias ágeis o cliente tem como comunicador o desenvolvedor e não o gerente, o gerente não irá decidir ou ao menos saber qual tecnologia ou solução foi escolhida para aquele problema.

Quando o gerente começa a se meter nestes casos que citei é gerado um clima chato e desagradável na equipe com a presença deste gerente.

Ele acaba passando uma imagem negativa para a equipe, como uma pessoa autoritária, intrometida e que “pega no pé” mais do que deveria.

A equipe para de respeitá-lo, para de vê-lo como facilitador do seu trabalho e começa a ver ele como “peso” no projeto, a equipe fica totalmente desmotivada e no fim, quem será prejudicado é o projeto e depois os desenvolvedores que como sempre, levam a culpa.

Então você está me dizendo que não precisamos de um gerente no projeto ?

Não, definitivamente não. Estou dizendo que NÃO PRECISAMOS DE UM GERENTE QUE SE META NA ÁREA TÉCNICA EM GERAL.

Precisamos sim de um gerente, um gerente que se abstraia ao máximo da área técnica e que torne viável e possível um bom ambiente de desenvolvimento para a equipe.

Conclusão

O gerente tem um papel muito importante no início de projeto. Com as conversas iniciais com o cliente, prover treinamento para a equipe, resolver conflitos, entender porque o membro faltou e tentar gerenciar isso da melhor forma para não prejudicar o projeto e nem desmotivar o membro, manter a equipe motivada e focada no projeto, agendar reuniões, facilitar a vida do desenvolvedor para que o mesmo fique bem motivado e com isso faça um excelente trabalho no projeto.

Um bom gerente irá lhe dar um suporte necessário para que você tenha “liberdade” dentro do projeto e um bom ambiente e infra estrutura de trabalho.

No final temos um sucesso: projeto entregue, cliente feliz, desenvolvedor motivado  e um gerente respeitado.

Então se você é um gerente não tenha ódio por mim, acredite estou fazendo um bem para você, não se meta no desenvolvimento deixe isso para a sua equipe, já pensou se um técnico de futebol (odeio futebol :P ) não confiasse no seu time ?

Pense nisso e seja um GERENTE e não um PESO.

Abraços

TriadWorks no Maré de Agilidade

triadworks

Aconteceu sábado dia 08/08/2009, o Maré de Agilidade, um evento que contou com a presença de vários profissionais de renome sobre o assunto.

O evento foi muito bacana e muito importante para o mercado do ceará.

Tivemos palestras desde o Manifesto 2.0, passando por Gestão Lean, Agilidade está no ar, TDD e BDD até Rails. Foi muito bacana mesmo e a Triad participou do evento.

Hoje a TriadWorks tem um foco bem centrado, que é Desenvolvimento Ágil.

Rafael Ponte, Carlos Átila e Handerson Frota

É pensando nisso que estamos este ano de 2009 com uma forte idéia de apoiar eventos deste nível e claro apoiamos o Maré, e não nos arrependemos, pois o evento como disse, teve palestras de alto nível.

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Rafael Ponte(Sócio TriadWorks) e eu participamos também do curso de Ruby on Rails com o Fabio Kung da Caelum, que diga-se de passagem foi simplesmente o melhor curso que já fiz até hoje, me fez realmente  mudar de idéia sobre o Ruby em geral.

Teremos mais eventos e iremos entrar com um apoio mais forte ainda. A Triad tem uma filosofia simples e direta:

Prover serviços de QUALIDADE.

Aplicamos em nossos serviços várias práticas de metodologias ágeis, e faço minha as palavras do Milfont, nosso grande parceiro.

Não temos que tentar ser ágeis, temos que ser os melhores para sermos ágeis, temos que ter qualidade e com esse pensamento, seremos ágeis.

É com essa filosofia de prover qualidade, seja no software, treinamentos e consultorias que estamos guiando a empresa. E no Maré de Agilidade eu vi o grande potencial que a Triad tem para oferecer ao mercado, esse é o nosso diferencial.

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Temos como parceiros que podemos contar, vários profissionais de alto gabarito do mercado cearense e de outros estados, é isso o que mais nos motiva e hoje eu tive a certeza que temos essa força e que podemos ajudar a mudar a realidade do mercado local.

Abraços

PS: Para ver todas as fotos acesse: http://picasaweb.google.com.br/handersonbf/MareDeAgilidade

Java Magazine 66 – DWR 2.0 Handerson Frota

Bem, tenho uma novidade para contar a vocês[talvez alguns já saibam].

Todos sabem que escrevo para a Java Magazine desde meados de 2006/2007, que tenho um contrato com a Devmedia etc. Já escrevi vários artigos, vídeo-aulas e palestras para a Devmedia.

Artigos esses que somados contabilizam 237548 [http://www.devmedia.com.br/handersonfrota?id2=0] visitas[contagem feita no dia 15/03/2009, incluindo artigos e vídeo-aulas] no site da Devmedia. Legal não ;) ?.

Estatísticas da Devmedia sobre o autor[ eu ;) ]:

Número de posts: 32
Total de visualizações: 237548
Conteúdo:
Didática:
Utilidade: 44  2

Mas, alguns me perguntavam porque eu nunca escrevi para a revista.

Bem, no começo eu recebi várias propostas de escrever para a revista, mas nunca aceitei, não pelo fato de não querer, e sim, de não ter tempo suficiente para escrever. Um artigo no blog, no portal da Devmedia é uma coisa[que já levava um tempo], agora, escrever para a revista é muito diferente e leva BEM mais tempo para fazer e tem muitos mais detalhes.

Em novembro de 2008 eu fui convidado novamente e dessa vez aceitei o desafio de escrever um artigo nunca antes visto sobre DWR 2.0. Queria algo bem diferente dos demais.

Isso mesmo, meu artigo sobre DWR 2.0 já está nas bancas, na edição 66 da Java Magazine e é um dos maiores deste edição com 6 páginas[frente e verso] e meia.

“Esse artigo já saiu a algumas semanas [mas somente para assinantes], mas não divulguei aqui pois ainda não tinha saído nas bancas, já que saiu recentemente, então estou agora divulgando.”

DWR 2.0
De uma maneira que você nunca viu

Aprenda de forma simples como utilizar um dos melhores frameworks Ajax para Java do mercado.

O artigo está com o layout bem bacana e não está cansativo para ler, apesar da quantidade de páginas.

Sobre o Artigo

Eu passo uma visão aprofundada de como o DWR funciona, seus conceitos, integrações, suportes e todas as suas principais funcionalidades.

Neste artigo veremos uma visão aprofundada de como o DWR funciona, seus conceitos, integrações, suportes e funcionalidades com uma apresentação das suas principais funcionalidades e exemplos de utilização.

Tentei ser direto, e didático[espero ter conseguido], para desmistificar de vez aquelas dúvidas que vários profissionais tem sobre o DWR. Dúvidas que infelizmente a documentação do DWR não é o suficiente ou clara para responder sobre todas as suas funcionalidades. Mas não respondo somente dúvidas técnicas, tentei também responder algumas perguntas que sempre recebo das pessoas que me enviam e-mail:

O DWR é robusto ?

Posso realmente confiar no DWR ?

Um dia o DWR pode ser descontinuado ?

É fácil colocar o DWR no meu projeto ?

Quem faz o DWR ?

Etc etc…

Mas para quem me acompanha, sabe que já escrevi muita coisa sobre o DWR, fora os artigos de outros autores espalhados pela WEB.

Então porque esse artigo é diferente dos demais ?

Artigos sobre DWR temos vários espalhados na WEB, principalmente os meus, já que posso dizer com certeza que sou um dos que mais escreve, palestra, faz vídeo-aulas e divulga o DWR aqui no Brasil.

A intenção do artigo é demonstrar algo diferente sobre o DWR, coisas que antes nunca foram mostradas, ou pelo menos com tantos detalhes.

Então, caso você leia o artigo, com certeza você irá se surpreender pelo conteúdo, pois como diz o título do artigo:

“DWR 2.0 de uma maneira que você nunca viu.”

A principal intenção do artigo, é desmitificar completamente o DWR para o leitor, sendo direto e didático e espero realmente ter conseguido.

Quando escrevi este post, recebi vários emails de muitos assinantes elogiando o artigo[os assinantes recebem semanas antes de sair nas bancas], e isso pra mim foi muito bom, pois acho que estou conseguindo atingir meu objetivo.

O artigo já está na revista que já está nas bancas [quem é assinante recebeu ela a semanas ;) ], mas para quem ainda não tem e se interessa em aprender ou saber mais sobre o DWR, vá já nas bancas e compre seu exemplar, garanto que não irá se arrepender, pois como todos sabem, todos meus artigos não possuem enchimento de “lingüiça” e gosto de manter essa qualidade.

Para quem utiliza ou quer começar a utilizar o DWR, com certeza esse artigo será um documento que irá ajudar e muito, pois foi essa a principal intenção. O artigo é um material de cabeceira para quem quer trabalha ou já trabalha com o DWR.

E em breve teremos mais um artigo meu na revista[estou pensando seriamente em aceitar fazer outro]. Apesar de ter sido bem “cansativo” foi muito prazeroso escrever um artigo deste nível para uma das melhores revista sobre Java do Brasil e uma das mais respeitadas.

E claro, não posso deixar de agradecer as pessoas que acessam meu blog, acessam meus artigos na Java Magazine, compram as minhas vídeo-aulas, compram a revista, mandam e-mails com dúvidas, críticas e/ou agradecimentos.

Obrigado a todos ;) e espero que os meus artigos, vídeo-aulas e palestras tenham sidos de grande ajuda para vocês, realmente obrigado.

“Quem já comprou, ou recebeu a revista e já leu o artigo, por favor, sinta-se a vontade para deixar seus comentários sobre o que achou do artigo, neste post ou no site da devmedia[http://www.devmedia.com.br/javamagazine/feedback], seria de grande ajuda para mim, pois assim eu sempre vou tentar fazer artigos melhores para vocês.”

Abraços e até o próximo post e ao próximo artigo.